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« tenho contado os dias, horas, minutos e segundos para que tudo melhore, tenho me abrigado no refúgio mais pequeno do mundo, tenho feito de cada pedacinho que me dás, a maior obra de arte que possa existir. gosto de ti. gosto mesmo. mas nós somos e vivemos como amantes, hoje escondemo-nos dos outros e amanhã arrependemo-nos de não termos lutado por algo que é nosso. sabes, às vezes penso que me estás enganar durante este tempo todo. e estou cansada. dos teus medos, da tua vergonha, da tua maneira de ser, dos teus olhares, das tuas palavras, das tuas mensagens, da tua vontade de lutar por isto, de tudo. o som da tua voz, arrepia-me, mas o teu silêncio é uma ferida que se abre no meu coração, e neste momento, devias olhar para ele o mais perto possível. e sabes o que irias ver? sangue. ou melhor, cicatrizes cobertas por novas feridas. tu estás a magoar-me. e depois? depois a culpa é minha, depois eu é que sou a impaciente e a precipitada. mas tu esqueces-te que sou eu que aguento com tudo. um dia a minha paciência esgota-se. e sabes que mais ? nesse dia, garanto-te que será tarde demais para segundas oportunidades.»

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