it's over (again) ♥'

« no interior de mim continuarás a ser quem sempre foste, a tua imagem em mim não mudou, continuas a ser o pedacinho de chocolate que sempre foste, mas garanto-te que por fora vou ser dura, estúpida e arrogante, e prometo-te ainda que não farás mais de mim o teu esconderijo, o teu silêncio, que não farás mais de mim uma das tuas conquistas. porque tu já brincaste comigo e com tudo o que sentia demasiadas vezes. mas eu sempre me considerei um pouco mais na tua vida, ao ponto de acreditar que nunca serias capaz de fazer comigo e de mim o que fazes com qualquer uma das meninas dessa tua enorme lista. mas ainda assim, de certa forma fizeste-o. não tão directamente, mas fizeste-o. mas eu sei que fui diferente, tenho bem presente em mim o valor que tinha em ti, o valor que tínhamos, o que fomos e o que já não somos. e é com orgulho que te deixo, que me perdes. é também com orgulho que continuas a ser meu, porque bem cá no fundo serás sempre lembrado, seremos sempre lembrados, quer para o bem, quer para o mal. eu tenho absoluta certeza disso. lembras-te de todos os momentos? de todos os nossos beijos? de todos os nossos apoios? de todas as nossas noites? lembras-te das tristezas e das alegrias? lembras-te das despedidas e das chegadas? lembras-te dos pesadelos e dos sonhos? lembras-te das esperas e dos atrasos? lembras-te dos abraços e de toda a protecção? lembras-te de todos os dias, de todas as horas e de todos os minutos? lembras-te de todos os detalhes e silêncios? lembras-te daquele gelado dia de chuva torrencial em que vieste a minha casa quase ás onze da noite só para dizeres que me amavas e que tudo o que me tinham dito era mentira? lembraste de que eu fiquei do teu lado? lembras-te de que eu acreditei em ti, independentemente de tudo? lembras-te de todas as vezes em que te defendi com unhas e dentes? lembras-te de todos os sacrificios e barreiras que superei por ti? lembras-te de mim? de como eu era? de como nós éramos? lembras-te de nós quando ainda nem existíamos? lembras-te daquela primeira noite? lembras-te daquela enorme mesa ao fundo daquele pequeno restaurante? lembras-te daquele ice tea? lembras-te daquele sorriso? lembras-te daquela lua? eu lembro. lembro-me tão bem de ti. lembro-me do primeiro beijo. lembro-me da primeira mensagem. lembro-me do primeiro dia e da primeira hora em que me disseste que querias ficar perto de mim e que eu era sem dúvida nenhuma a mulher da tua vida. lembro-me de cada hora que chorei por ti. lembro-me de todas as horas e dias em que fizeste de mim a mulher mais feliz de todos os tempos. mas também me lembro de te ver virar as costas. de te afastares de mim. de teres ignorado tudo o que te disse, tudo o que fiz e tudo o que dei. lembro-me de todas as tuas tão conhecidas conquistas depois de mim. lembro-me de todas as noites que passei em branco a reviver tudo a tentar perceber como é que tudo mudou tanto numa questão de segundos. lembro-me de ficar paralisada, à espera que chegasse a hora. a nossa hora. porque ambos sabemos que houve uma hora, num lugar qualquer, em que nos cruzamos. e eu sei que ficamos por lá a inventar histórias e a desenhar sonhos na palma da nossa mão. lembro-me das tuas promessas e das minhas. agora ? agora perdemo-nos por aí, nas ruas da nossa eterna cidade. agora cada um seguiu o seu caminho. agora ambos estamos em sítios diferentes com pessoas diferentes. agora estamos bem, estamos inteiros. agora (re)começou mais uma página minha, sem um V. no inicio de cada frase (...) »

(amei-te, mas acabou !)

i'm sorry ♥

« hoje, parei para pensar em ti. ultimamente tenho parado muitas vezes, mas hoje, foi diferente. não gostei do que senti. não gostei, porque bastam pequenas palavras e tu voltas a ter tudo de mim. sinto saudades tuas, admito que sinto. e continuo capaz de atirar tudo para trás e ir ter contigo. continuo capaz de atravessar o mundo inteiro por ti. continuo capaz de te perdoar, mesmo que erres comigo todos os dias. continuo com a esperança de que mais minuto, menos minuto, te lembres de que eu existo, e de que estou aqui. porque eu sei que para ti não adiantam palavras, mas eu não consigo não gostar de ti. ás vezes, penso que para mim, chega! e na realidade, chega mesmo. chega de ti, chega das mensagens, chega das músicas, chega das conversas, chega das discussões sem sentido, chega dos amuos fora do tempo, chega da cumplicidade que talvez, nem exista. chega de tudo, porque eu estou farta, mas também não sou capaz de fugir disto assim. quer dizer, até acho que já é tarde demais. porque tu já deves ter fugido à muito tempo, e eu, talvez nem tenha dado por nada. não dei, porque me prendi a ti e fechei os olhos. fechei-os para que tudo o que se estava a passar entre toda esta distância, entre nós, entre todos os passos, entre todos os erros que eu fazia com que me passassem ao lado. mas agora está na altura de eu ser forte, de te deixar para trás, e de seguir em frente. por mais que custe, tem de ser. É o melhor para mim. mas tu sabes que independentemente de tudo, eu só quero o melhor para ti. e talvez, o melhor, seja eu ficar por longe, pelo menos por um tempo. »

it's not over ♥

« não dá para explicar o que sinto neste momento. já não estás cá da mesma forma, mudas-te e fizeste com que tudo mudasse num simples segundo. não quero entender os motivos nem as razões para tudo isto ter acontecido, porque eu estou bem. lutei para que as coisas não fossem como agora são, tentei fazer tudo de novo, mas nem as desculpas nem o arrependimento são sempre capazes de trazer algo que já se viveu durante anos. vivi a minha vida contigo e por ti, eu cresci contigo tal como tu cresces-te comigo, aprendemos tanto juntos, mas agora sim, neste preciso momento acabou. varreu-se tudo num simples sopro, foi tudo levado pelo vento onde o ‘para sempre’ que nós criámos, deixou de existir. agora diz-me para onde foram os nossos sonhos, as nossas vidas, os nossos projectos para um futuro melhor, para onde foi tudo isto ? acabou ! chega ! eu estou farta de tentar tudo e não obter nada, as coisas são como são e já não se vive de algo que já não existe. e se hoje eu tenho medo do que sou, foi porque deixei que todo o meu ser se transformasse neste enorme e horrendo sufoco, neste imperfeito e disforme inferno. continuo desesperada, mas estou a tentar não ceder. sei o que prometi e será isso que eu vou tentar fazer, por mais difícil que seja. não quero deixar de tentar, mas estou sempre com um passo atrás. vou esperar por ti, demores o tempo que demorares, se voltares, volta como dantes, não como estás agora, porque não suporto nem aguento viver assim. de mim não ouvirás falar mais nada, pelo menos enquanto não vires o que se está a passar. a dor já me é familiar, já sei conviver com ela, já não me custa tanto. habituei-me a esta existência fingida, habituei-me a fechar tudo aquilo que me magoa dentro de mim e só abro espaço para as lágrimas quando não aguento mais. espero que me perdoes se não conseguir cumprir a promessa de desistir de ti e espero que não me desprezes por ser assim, demasiado agarrada às pessoas de quem gosto. vou esperar por ti, apenas hoje, porque preciso mesmo disso. talvez na próxima vida nos encontremos outra vez, mas aí tu já sejas aquela pessoa que parecias ser e tudo seja menos doloroso. há demasiado tempo que sinto esta mágoa no meu coração, há demasiado tempo que te recordo, para onde foram as nossas promessas? deixaste-me e por isso sei que nunca poderei mostrar o que realmente sou aos que me rodeiam, pois também eles me deixariam, pois nunca suportariam ver o que todos os dias eu vejo ao espelho. não sei mais que caminho percorrer, sinto-me no meio de nada, perdida entre multidões que me atravessam sem notar. não vejo o fim de tudo isto, não vejo o dia de amanhã, e mesmo o de hoje tenho dificuldades em o descobrir. já não sou aquela rapariga que não se deixava abater e que lutava com todas as forças contra a tristeza. simplesmente, já não tenho qualquer força a que possa recorrer para enfrentar a minha triste escolha. onde foste? já não ouço o teu sussurro quando percorro as ruas da cidade, já não ouço o teu grito a atravessar as frestas da janela. as lágrimas caem, a alma grita, a coragem falta, o tempo passa, as lágrimas cessam, a alma adormece, a coragem é esquecida. »


( seria mais um ano hoje , 15-10-2008* )


i hate ♥'

« odeio a chuva, odeio tudo aquilo que ela me transmite, odeio esta saudade que me sufoca o peito, odeio ter este desespero todo dentro de mim, odeio as lágrimas que não consigo mais conter em mim, odeio as lembranças que persistem em tomar conta de mim, odeio estes gritos desesperados deste amor suplicante, odeio toda esta dor que me leva os sentidos por completo e me deixa inteiramente entregue a este desequilíbrio sentimental, odeio estas recaídas, odeio vir-me abaixo, odeio quando a vida me agarra e me atira contra essa tua indiferença toda, odeio sentir-me as cinzas do que sobrou de nós, odeio ser o que sou quando todas as tuas imagens me roubam o sono e me deixam completamente á deriva num mundo que já não é meu e muito menos nosso, odeio sentir a tua falta como sinto hoje, odeio todas as noites em que a saudade é tanta que o coração pára de bater, odeio sentir-me assim, longe do que quero, do que sinto, do que vivo, do que amo, do que sou, longe de ti. odeio-me por tudo o que ainda sinto, por tudo o que ainda consegues fazer de mim, odeio-me por saber que por mais tempo que passe que a história se vai repetir mais umas vinte mil vezes, odeio-me por saber que continuas a ter tudo de mim, odeio-me porque não aprendo, odeio-me por ainda sofrer com isto, odeio-me por ainda seres tudo de mim, odeio-me por te amar tanto como amo. »

just u ♥

« vá eu onde for, faça eu o que fizer, acabo sempre por me perder em ti, e em tudo o que resta de nós. os sorrisos, a cumplicidade, os segredos, as promessas, os momentos, os abraços, as mensagens, as conversas sérias, as discussões, os amuos, as histórias, os sonhos, os planos , os beijinhos, as chamadas, o nosso amor. é como se estivesse tudo escrito no céu, é como se o vento me empurrasse até ti cada vez que piso o chão. e os momentos em que regressas a mim não duram muito tempo, é verdade , mas permanecem em mim e na minha cabeça durante minutos, dias e talvez semanas, quem sabe. e, ás vezes, dou por mim a ouvir aquelas nossas canções que tantas vezes escutámos, e cantamos ao ouvido um do outro, planeando e sonhando com finais felizes, deixando voar a imaginação enquanto nos deliciávamos com tudo o que era nosso. aí, nada mais nos importava. estávamos juntos , e isso era a única coisa que realmente valia a pena. o que importava que dia e que horas eram? nós vivíamos longe do tempo e das pessoas que faziam de tudo para nos deitar abaixo. e naquele último dia, declaramos as nossas intenções, descobrimos que ambos queríamos rir-nos do destino e de tudo o que com ele viria. disseste-me ao ouvido que eu era mulher da tua vida e que jamais me irias deixar, prometeste tanto e chegaste ao fim sem cumprir nada. tu não foste capaz, de lutar minimamente por tudo isto e por nós. separamo-nos, e o ódio de que te falara dias antes… não o ódio com todas as suas letras, mas algo como raiva e fúria passou a fluir em cada conversa que tínhamos. fluiu tão bem que nos cansámos, cansámo-nos de dar o valor que durante anos tínhamos dado um ao outro e morreu tudo. morreu grande parte de mim naquele maldito domingo de inverno. e eu nunca esquecerei, nunca esquecerei esses dias em que me tornaste numa pessoa desesperada, triste, louca e fria, em que me converteste naquilo que sou agora, em que mudaste o meu ser e a cor dos meus olhos. ai, se tu soubesses, como doeram aqueles dias em que precisava de ti do meu lado e te procurava incessantemente mesmo sabendo que nunca te iria encontrar. tu mostraste-me o mundo de outra forma e ensinaste-me, ensinaste-me tanto. e eu sei, que tu fizeste o que achaste que era o melhor para ti, e não culpo nem te julgo. tu escolhes-te, tu decidiste. mas agora, mudou tudo, acho que deixei de precisar tanto de ti, aprendi a viver com a tua ausência, já há algum tempo e sinceramente creio que atingi alguma paz interior. não por ter conseguido esquecer-te, porque isso (infelizmente) ainda não fui capaz de o fazer, mas por a minha dependência de ti ter diminuído um bom bocado. mas a incontrolável vontade de partilhar contigo tudo o que vivemos, quer juntos quer separados continua em mim , com a mesma força de sempre. »

i miss u ♥

« eu, se pudesse, emprestava-te, o meu coração. nem que fosse, só por um dia, mas, emprestava-to. para que percebesses e acreditasses, em tudo o que realmente sinto por ti, e, já que, deve ser, missão impossível, explicar, este sentimento, por palavras, então, que tu o sintas também. será que as coisas mudariam? será que, deixarias de ser tão frio comigo, às vezes? se calhar, nem sequer tens noção, mas por vezes, tratas-me quase como uma estranha, como uma pessoa, que acabaste, de conhecer. mas, ambos sabemos, que não é assim. eu conheço-te como ninguém. tu conheces-me como ninguém. talvez melhor, do que aquilo que tu e eu pensamos ser possível, até. nós vivemos tanto juntos. nós choramos juntos assim como sorrimos juntos. nós fomos um só. nós somos feitos da mesma matéria, por mais que tentemos fugir disso. somos o encaixe perfeito. somos a melodia certa, completamente fora do tempo. somos tudo e somos nada. mas eu amo-te tanto meu puto .. eu amo-te como ninguém :'x»