just u ♥

« vá eu onde for, faça eu o que fizer, acabo sempre por me perder em ti, e em tudo o que resta de nós. os sorrisos, a cumplicidade, os segredos, as promessas, os momentos, os abraços, as mensagens, as conversas sérias, as discussões, os amuos, as histórias, os sonhos, os planos , os beijinhos, as chamadas, o nosso amor. é como se estivesse tudo escrito no céu, é como se o vento me empurrasse até ti cada vez que piso o chão. e os momentos em que regressas a mim não duram muito tempo, é verdade , mas permanecem em mim e na minha cabeça durante minutos, dias e talvez semanas, quem sabe. e, ás vezes, dou por mim a ouvir aquelas nossas canções que tantas vezes escutámos, e cantamos ao ouvido um do outro, planeando e sonhando com finais felizes, deixando voar a imaginação enquanto nos deliciávamos com tudo o que era nosso. aí, nada mais nos importava. estávamos juntos , e isso era a única coisa que realmente valia a pena. o que importava que dia e que horas eram? nós vivíamos longe do tempo e das pessoas que faziam de tudo para nos deitar abaixo. e naquele último dia, declaramos as nossas intenções, descobrimos que ambos queríamos rir-nos do destino e de tudo o que com ele viria. disseste-me ao ouvido que eu era mulher da tua vida e que jamais me irias deixar, prometeste tanto e chegaste ao fim sem cumprir nada. tu não foste capaz, de lutar minimamente por tudo isto e por nós. separamo-nos, e o ódio de que te falara dias antes… não o ódio com todas as suas letras, mas algo como raiva e fúria passou a fluir em cada conversa que tínhamos. fluiu tão bem que nos cansámos, cansámo-nos de dar o valor que durante anos tínhamos dado um ao outro e morreu tudo. morreu grande parte de mim naquele maldito domingo de inverno. e eu nunca esquecerei, nunca esquecerei esses dias em que me tornaste numa pessoa desesperada, triste, louca e fria, em que me converteste naquilo que sou agora, em que mudaste o meu ser e a cor dos meus olhos. ai, se tu soubesses, como doeram aqueles dias em que precisava de ti do meu lado e te procurava incessantemente mesmo sabendo que nunca te iria encontrar. tu mostraste-me o mundo de outra forma e ensinaste-me, ensinaste-me tanto. e eu sei, que tu fizeste o que achaste que era o melhor para ti, e não culpo nem te julgo. tu escolhes-te, tu decidiste. mas agora, mudou tudo, acho que deixei de precisar tanto de ti, aprendi a viver com a tua ausência, já há algum tempo e sinceramente creio que atingi alguma paz interior. não por ter conseguido esquecer-te, porque isso (infelizmente) ainda não fui capaz de o fazer, mas por a minha dependência de ti ter diminuído um bom bocado. mas a incontrolável vontade de partilhar contigo tudo o que vivemos, quer juntos quer separados continua em mim , com a mesma força de sempre. »

Sem comentários:

Enviar um comentário