it's really over ♥


« tu fizeste-me lutar por ti como nunca tinha lutado por ninguém. deste-me razões para continuar aqui para ser feliz contigo. e eu só queria fechar os olhos e ter-te aqui de novo. só queria estar contigo, estar verdadeiramente perto de ti, ouvir a tua voz, sentir o teu cheiro em mim (mais uma vez). e eu mostro-me forte, mas eu não consigo mentir-te. não consigo dizer-te que já não és nada em mim, e que apaguei tudo da minha memória com uma borracha, é-me impossível. porque eu sei o que sinto por ti, eu sei o quanto lutei, eu sei o quanto fiz por ti, eu sei o que fui em ti, eu sei o quanto te amei, o quanto te desejei, o quanto sofri, o quanto chorei, o quanto me rebaixei por isto, o quanto sinto saudades e sobretudo o quanto eu aguentei tudo isto, durante tanto tempo. porque tu sempre foste em mim mais do que devias. porque tu sempre foste demasiado em mim para eu te conseguir perder, para eu te conseguir deixar ir sem fazer nada. mas só ao fim de tanto tempo contigo, é que eu conheci a pessoa que existia em ti que eu não fazia a mínima ideia que ainda existia, a pessoa que me fez sofrer, que me desiludiu, que desistiu de tudo o que fazia parte de nós, que me causou uma dor tão grande e insuportável, uma dor que é como morrer e voltar a morrer mais umas mil vezes. mas mesmo assim, depois de todas as feridas abertas, eu continuo a ter imensas saudades tuas. das promessas inquebráveis, da esperança incansável, da felicidade interminável. eu continuo a amar-te da mesma maneira e a precisar de ti como sempre precisei. sim, eu admito. preciso das tuas palavras, da tua força, do teu sorriso de puto reguila, da tua simplicidade, do teu jeito, da tua maneira, do teu amor, de nós. porque tu és saudade em mim. e eu nunca senti isto por ninguém, nunca lutei desta maneira sequer. eu AMO-TE. e apesar de tudo pelo que me fizeste passar, eu sempre me culpabilizei por tudo, sem ter feito nada. rebaixei-me, mostrei-te o  quanto precisava de ti, mostrei-te que sem ti era demasiado fraca para continuar.  e tu mostraste-me o quanto fui em ti, quando me trataste com toda aquela indiferença e desvalorização, e mesmo assim eu cedi a tudo o que disseste e pediste, e mesmo assim eu continuei aqui á tua espera. e agora só permanecem as memórias de nós. aquelas que nunca vou conseguir apagar ou arrancar de mim, por muito tempo que passe. Mas queres que te seja mesmo muito sincera ? há dias em que te ‘odeio’ tanto, mas tanto. de uma forma doentia e nojenta. ‘odeio-te’ por me teres feito passar pela dor mais dolorosa de todas. ‘odeio-te’ pela indiferença que demonstras por mim e por tudo o que se passou. e por muito que me digam, que também sofreste, que também fui importante para ti, eu já não consigo mais acreditar nisso. porque quem ama, não desiste. porque quem ama, luta. porque quem ama não faz nem metade do que me fizeste. e tu só pensas em ti e nessa tua superficialidade. tu só pensas em ti e nessa enorme lista de conquistas. e eu não consigo aceitar que sejas assim, que sejas tão egocêntrico ao ponto de saberes que eu estava mal e de fingires que não se passava nada. o filipe por quem eu fiz tudo não é assim. como é que consegues mostrar tanta indiferença perante tudo? eu ‘odeio-te’ tanto, quando dizes que tudo foi importante para ti, quando simplesmente te estás a cagar para isso. revoltas-me, confundes-me. persegues-me e és o eco em mim. e eu queria tanto que a nossa história fosse para sempre e não que fosse curta e inesquecível enquanto durasse, porque nunca te pedi que a nossa história fosse perfeita, pedi-te apenas para que ficasses comigo. e houve (e há) alturas em que chorei de raiva, de ódio, de amor, de saudade e até mesmo arrependimento. ainda hoje choro, porque continuo a amar a imagem que tenho de ti, não essa máscara que puseste para enganar o mundo que te rodeia. porque tu nunca foste (mais) uma paixoneta de crianças, muito menos uma panca do momento. tu foste e és o único e verdadeiro amor da minha vida, sempre o foste. a verdade é que agora és só mais uma prova de que o tempo não é a cura para todas as feridas e que amor que é amor nem sempre permanece para sempre ! »

( e um mês se passou ! 20* )

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